Ronco altoPausas respiratórias no sonoSono não reparadorSonolência diurnaDor de cabeça ao acordarDificuldade de concentração
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O que acontece durante o sono
Na apneia obstrutiva do sono, a via aérea superior se fecha parcial ou completamente durante o sono, interrompendo o fluxo de ar por segundos. Cada episódio provoca queda de oxigênio e um microdespertar que restabelece a respiração, geralmente sem que a pessoa perceba. Isso pode se repetir dezenas de vezes por hora.
O resultado é um sono fragmentado, que não cumpre sua função restauradora, somado a oscilações repetidas de oxigenação e ativação do sistema nervoso simpático. Daí decorrem tanto os sintomas diurnos quanto as consequências cardiovasculares e metabólicas.
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Sinais e consequências
Sintomas noturnos: ronco alto e habitual, pausas respiratórias observadas por outra pessoa, engasgos, despertares frequentes, sudorese noturna e necessidade de urinar à noite.
Sintomas diurnos: sonolência excessiva, cansaço ao acordar, dor de cabeça matinal, dificuldade de concentração e memória, irritabilidade e queda de rendimento.
A apneia não tratada está associada a hipertensão de difícil controle, arritmias, doença coronariana, acidente vascular cerebral, alterações do metabolismo da glicose e maior risco de acidentes de trânsito e de trabalho. Em pacientes com doença pulmonar crônica, a apneia associada agrava a hipoxemia noturna e piora o controle da doença de base.
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Diagnóstico
O diagnóstico é feito por exame do sono. A polissonografia completa em laboratório registra sono, respiração, oxigenação e eventos cardíacos. A poligrafia respiratória domiciliar é uma alternativa em pacientes selecionados, com perfil clínico adequado e sem comorbidades que exijam monitorização mais ampla.
O exame define o índice de apneia e hipopneia por hora de sono, o grau de dessaturação e as características dos eventos, informações que orientam a indicação terapêutica junto do quadro clínico.
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Tratamento
As principais opções são:
CPAP: aparelho que mantém a via aérea aberta com pressão positiva durante o sono. É o tratamento com maior eficácia nos casos moderados e graves. A adaptação ao dispositivo e à máscara nas primeiras semanas é decisiva para a adesão, e merece acompanhamento ativo.
Aparelho intraoral, confeccionado por dentista com formação em odontologia do sono, indicado em casos leves a moderados ou em pacientes que não toleram CPAP.
Redução de peso, que tem efeito consistente sobre a gravidade da apneia em pacientes com sobrepeso e obesidade.
Terapia posicional, quando os eventos ocorrem predominantemente em decúbito dorsal.
Avaliação otorrinolaringológica para identificar fatores anatômicos e discutir opções cirúrgicas em casos selecionados.
Ajuste de fatores agravantes: álcool à noite, sedativos e privação de sono.
Perguntas frequentes
Ronco sempre significa apneia?
Não. Existe ronco sem apneia. Mas ronco alto e habitual, especialmente com pausas respiratórias observadas por outra pessoa e sonolência durante o dia, é indicação para investigar com exame do sono.
Preciso usar CPAP para sempre?
O CPAP trata a apneia enquanto está em uso, e não corrige a causa anatômica. Em pacientes que perdem peso de forma significativa ou tratam fatores contribuintes, a gravidade pode diminuir e a necessidade do aparelho é reavaliada com novo exame do sono.
Apneia do sono tem relação com doença pulmonar?
Sim. A apneia associada a DPOC ou a doenças intersticiais agrava a queda de oxigenação durante o sono e pode piorar o controle da doença de base. Por isso a investigação de apneia faz parte da avaliação de vários pacientes pneumológicos.
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